Can I write my head off? Oh my... É isto o meu suposto destino? É este o suposto passado que ficará escrito na minha vida? Não me agrada muito. Sim sim, eu sei que o passado nos define e nos faz crescer e amadurecer mas... continua a não me agradar o que decidiram para mim. Sim, eu sei que há pessoas com passados piores mas... não gosto mesmo assim do meu. Tenho uma personalidade bastante definida e esse passado cada vez a demarca mais. E eu não gosto. Sim, eu sei que os meus amigos gostam de mim assim e gostam de falar comigo e essas coisas todas mas... Não gosto de vários pontos da minha personalidade e não gosto que eles estejam ligados a um passado escrito. Não gosto de ter crescido como cresci. Não gosto de me ter tornado o que sou tão depressa. Sim, eu sei que as todas as coisas tem um tempo definido para si mas... o meu foi rápido demais. Precisava de mais tempo para me desenvolver para me tornar no que sou hoje. E precisarei de muito mais para me tornar no amanhã. Isto assim foi e é muito rápido. O meu ser não aguenta as coisas desta forma. É muita coisa ao mesmo tempo, muito depressa, demasiada informação para mim, para me definir. Precisava de mais tempo para ser criança. O tempo que normalmente as crianças têm. Precisava de mais tempo para ser adolescente.
Adolescente-adulta é o que nos definem agora. Não gosto. Não me sinto assim. Sinto-me perdida sem saber em que tempo realmente estou. Só me sinto num ponto de encontro quando tenho aquelas conversas banais e/ou interessantes, quando sinto o abraço do momento oportuno, quando ouço ou leio as palavras que me procuravam e... quando te sinto comigo e sei que o que sentes é real. Quando me beijas e abraças e te dedicas unicamente a mim nesses instantes. Sinto o teu coração bater e o teu ser sussurrar o meu nome. Sinto-me real e nunca perdida. Sinto-te como porto de abrigo que eu tanto procurava e que estava ali à minha espera e me ditava o caminho todos os dias, que me dava invisivelmente uma esperança de me encontrar, um dia. São esses momentos que me fazem encontrar comigo, contigo, com o que realmente devo ser. São esses momentos que eu desejo prolongar, que desejo eternizar, para que a hora de voltar a uma realidade em que estou perdida no mundo demore.
Não gosto do meu passado. E ainda menos quando sei que ele interfere no meu presente e na forma como irei desenhar o meu futuro. Não gosto de saber que possuo muitas das memórias que guardei contrariada. Não gosto de saber que foram muitas dessas memórias que me fizeram a pessoa que sou hoje. Não gosto de saber que não consigo evitar pensar muitas delas, agora, hoje, ontem, amanhã, um dia destes, mais tarde.
Estou farta disto. De tudo. Quem sou eu? O que faço aqui? Qual o meu objectivo? E porque é que em ti me encontro e na tua ausência me perco?...
Sayonara ;_;
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